Necessidade do Serviço de APH (Histórico)
No final da década de setenta, ocorreu um acidente aéreo em Nebraska Estados Unidos, onde a família de um médico foi atingida, neste acidente, morreram a esposa e um dos filhos do médico, sobreviveram ele e um dos seus filhos com traumas graves. Depois de várias dificuldades, chegaram a um atendimento médico por meios próprios e o profissional em questão, pode perceber a falta de procedimentos padronizados, devidamente seqüenciados, que levassem a um diagnóstico mais preciso e eficiente dos traumas sofridos, que poderiam assim, evitar outras lesões associadas. Posteriormente foi constatado, que a maior causa de morte dos 15 aos 40 anos de idade era o trauma.
Em conseqüência desse fato, esse médico liderou um colegiado para estudar a melhor forma possível de atendimento para os pacientes vítimas de trauma, criando assim um protocolo de atendimento para estas vítimas, juntamente com o Colégio Americano de Cirurgiões e em parceria com outros setores da saúde nos Estados Unidos.
Foram criados posteriormente os núcleos de treinamentos para profissionais médicos, enfermeiros e bombeiros, e em seguida o serviço de emergência nos Estados Unidos, com as equipes devidamente treinadas e reguladas pelas centrais de emergência. Surgiram assim, os cursos específicos para suporte da vida ao trauma, gerenciados pelo Colégio Americano de Cirurgiões.
Assim como nos Estados Unidos, outros fatores motivaram alguns países a se organizaram para montar os seus sistemas de atendimento móvel de urgência para vítimas de trauma.
No Brasil, no final da década de oitenta, estudos comprovaram que o crescimento das cidades, muitas vezes desordenados, estava provocando um aumento da violência urbana, observado também pela Organização Mundial da Saúde. Em conseqüência, o Governo Federal iniciou um programa interministerial, envolvendo os Ministérios da Saúde, Educação, Transporte, Trabalho e Justiça. Esta parceria surgiu após as pesquisas comprovarem que no Brasil, assim como nos Estados Unidos, a maior causa de morte da primeira a quarta década de idade também era em conseqüência do trauma. Constatou-se um alto índice de morbimortalidade para estas vítimas, verificando-se que anualmente morriam cerca de 150 mil pessoas vítimas de trauma, destas, aproximadamente 50 mil só em acidentes de trânsito; em termos comparativos, na guerra do Vietnã morreram cerca de 42 mil pessoas.
Assim sendo, foi iniciado um programa de montagem dos serviços de resgate no Brasil, a partir dos Corpos de Bombeiros Militares e Polícias Militares, regulados pelo Ministério da Saúde e após algumas publicações, chegamos a Portaria 2.048 de 05/11/02, onde constam as normas para a criação das Centrais Estaduais de Regulação, bem como os serviços de Atendimento Pré-Hospitalar e Hospitalar de emergência, com os profissionais que compõem o sistema, os respectivos conteúdos programáticos para capacitação e recapacitação específicos, a hierarquização da rede hospitalar e as competências profissionais das equipes.
Em junho de 1998, a Prefeitura Municipal de Caucaia inaugurou o SOS Caucaia com 15 equipes, totalizando 30 (trinta) Socorristas, 15 (quinze) Rádios Operadores e 15 (quinze) Agente de Comunicação (telefonista). Hoje, a frota é bem maior!
Hoje, o Governo Federal criou um programa de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, onde os Estados e Municípios apresentam os seus projetos para implantação dos sistemas visando uma resposta eficiente nos atendimentos para os pacientes vítimas de trauma, garantindo prioritariamente a sobrevida com qualidade no âmbito do Sistema Único de Saúde.
O QUE É O APH?
É um serviço móvel de emergência para atender ainda no local do acidente, os pacientes vítimas de trauma, ou emergências clínicas, garantindo a segurança do local, avaliando o estado do paciente, estabilizando os sinais vitais, imobilizando e transportando para a unidade hospitalar mais adequada.
COMO ACIONAR?
De acordo com a disponibilidade do município, pode ser acionado através do número: 193, para os serviços de resgate dos Corpos de Bombeiros do Brasil, ou através do número 192 e/ou 0800-85-9192: para os serviços de atendimento móvel de urgência, implantados através de programa do Governo Federal.
O solicitante que observar ou se envolver em acidentes, principalmente de trânsito, deverá ligar para o número da emergência em seu município, solicitando o socorro e evitando que a vítima seja movimentada, garantindo assim um atendimento mais adequado.
Observamos ainda, que de acordo com a legislação em vigor, o solicitante terá prestado o socorro ao acidentado, pois ao chamar o serviço público responsável pelo atendimento em questão, através das centrais de operações 193 ou 192, será registrada a ocorrência, com a data, a hora, o local e o nome do solicitante, inclusive podendo ser emitida posteriormente, pelo órgão público que eventualmente tenha prestado o serviço, uma certidão de ocorrência, quando devidamente solicitada.
CONCLUSÃO:
Os serviços de Atendimento Pré-Hospitalar com suas normas regidas pelo Ministério da Saúde, são cumprimentos de Lei, porém independentemente de legislação e custos, estes sistemas são para a vida e vida não tem preço!