SOFRIMENTO

19 de junho de 2009

Era um dia quente de verão naquela cidade do interior do sul do Brasil. Mas apesar do calor a vida deveria seguir seu curso, normalmente.

O jovem trabalhador acordou cedo, como de costume, e enfrentou a alta temperatura com bom ânimo e coragem.

Trabalhou o dia todo, atendeu pessoas, suou muito, e, ao final da tarde estava exausto.

Gostaria de ir para casa, tomar um banho, descansar, mas ainda teria que enfrentar uma sala de aula, sem ar condicionado.

“Sou um infeliz!”, pensou consigo mesmo. Mas o que fazer? Era preciso ir para a Universidade, pois era cumpridor de seus deveres e a responsabilidade o chamava.

Jogou rapidamente um pouco de água fresca no rosto, pegou a tradicional pasta com os materiais de estudo, e lá se foi…

Caminhava pelas ruas e sentia mais e mais o desconforto do calor, a roupa úmida de suor, e se sentia ainda mais infeliz.

“Oh vida dura! Não ter tempo nem para tomar um banho para aliviar a canseira, é demais”… Pensava.

“Ainda se eu tivesse um carro para não ter que enfrentar esse calor infernal do asfalto!”…

Subia uma ladeira, cabisbaixo, mergulhado nos próprios pensamentos, quando escutou, ao longe, uma melodia que alguém assoviava, com musicalidade e alegria.

Olhou para trás, mas não avistou ninguém. Intrigado com o assovio que se tornava mais próximo a cada passo, percebeu que a sua frente algo se movia lentamente.

Apressou o passo e foi se aproximando de um homem que se arrastava, lentamente, ladeira acima, com o auxílio das mãos.

O homem não tinha pernas, e uma lona de borracha envolta no que restara de suas coxas eram seus sapatos…

Como seus passos eram demasiado lentos, ele podia assoviar, admirar a paisagem, agradecer a Deus pela vida…

O jovem, diante daquela cena, sentiu-se profundamente constrangido.

Como pudera ter se deixado levar por tamanha ingratidão e infelicidade, por tão pouco?!…

Olhando a situação daquele homem que se movia com tanta dificuldade e expressava sua alegria assoviando, ele ergueu a cabeça e seguiu com outra disposição de ânimo.

Agora ele já não se achava a mais infeliz das criaturas, só porque o suor e o cansaço o incomodavam no momento…

MORAL DA HISTORIA

O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos.

Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver.

Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio, que está ao alcance de nossas mãos.

Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões de nossos sofrimentos.

Isso não quer dizer que devamos ignorar as dificuldades que surgem no caminho, mas que devemos estar atentos para não permitir que nossas dores nos tornem egoístas e insensíveis.

É importante refletir sobre o que leva uma pessoa sem pernas, que se arrasta pelas ruas, a fazer isto assoviando em vez de reclamar e se considerar o mais infeliz dos seres.

Talvez essa pessoa entenda que a reclamação não tornaria a sua situação melhor, mas a alegria faz o sofrimento desaparecer.

Assim, por uma questão de inteligência e bom senso, quando a situação estiver muito difícil, lembre-se daquele homem que em vez de subir a ladeira chorando, sobe assoviando.

Afinal de contas, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

MUITA PAZ PARA TODOS

O SAPATO

23 de setembro de 2008

Cláudio, um rapaz já de certa idade, pegou o ônibus e enquanto subia, um de seus sapatos se soltou e escorregou para o lado de fora. O ônibus saiu rapidamente, e a porta se fechou sem que houvesse chance de recuperar o sapato “perdido”.

Imediatamente, Cláudio retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.

Um rapaz no ônibus que observava a situação, sem poder ajudar perguntou:

- Desculpe perguntar, mas por que jogou fora seu outro sapato?

E Cláudio respondeu:
- Pra que alguém o encontre e seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém realmente necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé.

Quando desceu do ônibus em seu destino, Cláudio buscou uma loja, e comprou um novo par de sapatos.

MORAL DA HISTÓRIA

Durante nossa vida é inevitável perder coisas. Muitas vezes estas perdas são penosas e supostamente injustas, porém certamente necessárias para que coisas novas e melhores possam acontecer.

Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam atenção e energia. Aproveite e tire do seu “armário” aquelas coisas negativas que só lhe trazem tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.

O “novo” só pode ocupar espaço em nossas vidas quando o “velho” deixar de fazer parte dela.

MUITA PAZ PARA TODOS

VENDEDOR DE BALÕES

11 de setembro de 2008

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Havia ali perto um menino negro.

Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.

Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um.

Ficava imaginando mil coisas…

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.

Então se aproximou do vendedor e lhe perguntou:

- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto
os outros?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa o corpo que nos envolve, se é belo ou feio, se estar fisicamente perfeito ou não. O que importa realmente é o que temos dentro de nós: Nossa alegria de ajudar e servir ao nosso próximo. É a esperança, é a fraternidade que definem a nossa condição de seres
humanos.

MUITA PAZ PARA TODOS

SER FELIZ É UMA DECISÃO

16 de junho de 2008

Uma senhora de 92 anos, delicada, bem vestida, com o cabelo bem penteado e um semblante calmo, precisou se mudar para uma casa de repouso.

Seu marido havia falecido recentemente e a mudança se fez necessária, pois ela era deficiente visual e não havia quem pudesse ampará-la em seu lar.

Uma neta dedicada a acompanhou. Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, a enfermeira veio avisá-las que o quarto estava pronto. Enquanto caminhavam, lentamente, até o elevador, a neta, que já havia vistoriado os aposentos, fez-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela. A senhora sorriu docemente e disse com entusiasmo: Eu adorei! Mas a senhora nem viu o quarto… Observou a enfermeira.

Ela não a deixou continuar e acrescentou: A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados, e sim de como eu os arranjo em minha mente.

E eu já me decidi gostar dele… E continuou: é uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes de meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia.

Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei…

A velhice é como uma conta no banco, minha filha… De onde você só retira o que colocou antes.
MORAL DA HISTÓRIA

A lição de uma pessoa idosa e sem a visão dos olhos físicos é de grande profundidade e contém ensinamentos valiosos.

E o primeiro deles é que a felicidade é uma decisão pessoal.

Depende mais da nossa disposição mental do que das circunstâncias que nos rodeiam.
Cada pessoa tem, na intimidade, o potencial de armazenar as belezas que deseja ver em sua tela mental, ainda que ao seu redor a paisagem seja deprimente.
Para isso é preciso construir um mundo de felicidade nesse banco de lembranças que Deus ofereceu a cada um de seus filhos.

E quando se constrói um mundo de paz e felicidade, portas à dentro da alma, é possível compartilhar essa realidade com aqueles que nos cercam.

Assim é que se não temos em nossa vida os enfeites que desejamos, arranjemos tudo isso em nossa mente. É uma forma de ver as coisas com olhar positivo e otimista.

Além disso, como toda criação começa na mente, é bem possível que venhamos a concretizar esse sonho alimentado na alma.

Se você ainda não havia pensado nessa possibilidade, pense agora.

Comece, sem demora, a depositar felicidade na conta do banco das suas lembranças, para poder resgatar sempre que desejar.

Se você abrir a janela, pela manhã, e seus olhos físicos puderem ver apenas paisagens deprimentes, abra as janelas da alma e contemple um jardim em flor.

Respire fundo e sinta o perfume de jasmim, de rosas e cravos, ouça o canto dos pássaros que voam, ligeiros, pelo ar.

Perceba a brisa acariciando seu rosto, e curta a melodia dos grilos e cigarras que cantam para alegrar suas horas.

Decida ser feliz, ainda que seja uma felicidade que só você pode sentir. E lembre-se sempre: a felicidade não depende de como as coisas estão arranjadas, mas de como você as arranja na sua mente.

MUITA PAZ PARA TODOS

A AÇÃO DE DEUS

1 de abril de 2008

Linda era uma modelo famosa. Requisitada e disputada, conseguia contratos milionários. Apesar do dinheiro, da fama e da beleza, ela não era feliz.

Sentia um imenso vazio por dentro. Sofria de pavor, ansiedade e insônia. Pensou em tomar medicamentos. Alguns amigos aprovaram, outros não.

Ela decidiu procurar outras terapias. Assinou contratos que jamais havia sonhado. Trabalhava muito, mas continuava atormentada.

Um dia, pela manhã, indo de carro para o trabalho, pelo caminho costumeiro, o trânsito parou. Um guarda estava desviando todo o trânsito para uma ruazinha estreita, porque um encanamento havia rompido na avenida principal.

Dirigindo lentamente pela rua desconhecida, ela passou em frente a uma igreja. Um cartaz, escrito à mão, dizia: “sem Deus não há paz. Conheça Deus, conheça a paz. Todos são bem-vindos”.

Ela achou estranho e seguiu em frente. No dia seguinte, fazendo o mesmo trajeto, o trânsito parou. Um incêndio em uma loja fez com que, outra vez, o trânsito fosse desviado por aquela mesma ruazinha.

“De novo!”, Pensou linda. E passou outra vez pela igreja. Lá estava o cartaz, que agora lhe pareceu atraente. De dentro do carro, espiou o interior da igreja.

No terceiro dia, ela pensou em mudar de trajeto. Mas achou que estava sendo muito boba. Afinal, qual era a probabilidade de em três dias seguidos, acontecer o desvio do trânsito, no mesmo local?

“Vai ser um teste”, pensou. “Se acontecer alguma coisa e o trânsito for desviado, vou ter certeza de que é um sinal”.

Quando ela chegou na avenida, lá estavam os policiais outra vez. Um grande acidente, explicou um dos policiais, desviando o trânsito, para a já conhecida ruazinha.

“É demais”, falou linda, consigo mesma. Estacionou o carro e entrou na igreja. Lá dentro, havia apenas um padre. Ele ergueu os olhos, olhou para ela com um sorriso e perguntou:

“Por que demorou tanto?” – Ele havia visto o carro de linda passar ali nos três dias. Eles conversaram muito e como resultado, linda passou a freqüentar a pequena igreja.

Encontrou a paz e a serenidade que estava esperando. Exatamente como dizia o cartaz. Ela precisava de Deus na sua vida. E, sem dúvida, fora Deus que providenciara para que, de alguma forma, entendesse que ela precisava voltar-se para ele, alimentar o seu espírito com a fé, a esperança e o amor.

……………

A providência divina sempre se faz presente em nossas vidas. Ocorre que, nem sempre, estamos de olhos e ouvidos atentos para perceber e entender.

Filhos bem-amados do Criador, não podemos esquecer de buscar o amparo desse Pai amoroso e bom, para que nele encontremos o nosso refúgio seguro.

Muitos O procuram nas igrejas, nos templos. Outros, nos livros. Alguns tentam o coração do próximo para ver se ali descobrem Deus.

Em verdade, muitos são os caminhos, mas o encontro verdadeiro se dá portas a dentro do nosso coração.

MUITA PAZ PARA TODOS

APROVEITAS A VIDA

30 de novembro de 2007

Bem sabes que nenhum poder possuis sobre o destino.

Por que te deixares atormentar pela incerteza do amanhã?

Se és sábio, aproveita o momento presente. O futuro? Que podes sobre o futuro? Convence-te disto: um dia, tua alma abandonará teu corpo e serás laçado para trás do véu que flutua entre o universo e o desconhecido.

Enquanto esse dia não chegar, procura ser feliz.

Pára de te preocupar com o que não sabes.

A vida é breve como um suspiro. Gira na tempestade vermelha que estás contemplando.

O mundo é uma miragem.

A vida é um sonho.

Pobre homem, nunca saberás nada.

Nunca conseguirás explicar um só dos mistérios do mundo.

E já que as religiões prometem o paraíso só para depois da morte, cria um paraíso para teu gozo aqui na Terra.

Pois o outro talvez não exista.

MORAL DA HISTÓRIA
Se tiver que sorrir, sorria hoje.
Se tiver que chorar, chore hoje.
Pois o importante é viver hoje.
O ontem já foi e o amanhã talvez não venha.”

O TIJOLO

18 de agosto de 2007

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia na vizinhança, correndo em seu novo Jaguar.

Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.

Enquanto passava, nenhuma criança apareceu.

De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar.

Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.

Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:

- Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo?

Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro.

Por que você fez isto?

- Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer!

Implorou o pequeno menino

- Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.

Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.

- É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

- O senhor poderia me ajudar a recoloca-lo em sua cadeira de rodas?

Ele está machucado e é muito pesado para mim.

Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo “nó imenso” dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas.

Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.

- Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo A grata criança disse a ele.
O homem então viu o menino se distanciar… empurrando o irmão em direção à sua casa.

Foi um longo caminho de volta para o Jaguar… um longo e lento caminho de volta.

Ele nunca consertou a porta amassada.

Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações.

Pense nisso, Deus é bom e está sempre esperando por todos nós…

MUITA PAZ PARA TODOS

O CAMINHO DO BEZERRO

13 de julho de 2007

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas. No dia seguinte, um cão que passava por ali usou essa trilha para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saiam, viravam à esquerda e à direita, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com razão, de caminhos tão mal traçados. Mas não fizeram nada para mudar a trilha.

Esta acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se esfalfavam sob pesadas cargas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em uma, se a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.Muitos anos se passaram.

A estradinha tornou-se o principal acesso de um vilarejo, que depois se tornou uma grande cidade e parte desse trajeto do bezerro se transformou numa grande avenida de centro nervoso da grande metrópole. Por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a antiga trilha do bezerro, aberta por instinto.

MORAL DA HISTÓRIA

Os homens têm a tendência de seguir, como cegos, as trilhas de bezerros que habitam suas mentes e pouco se esforçam para mudar o que já está feito. Por isso, podem percorrer, às vezes, distâncias muito longas no decurso de suas vidas.

Não fique aí parado, abra você novas trilhas, explore novos conhecimentos, defina objetivos específicos para ser um vencedor, na grande batalha competitiva que é o mundo onde vivemos. COMECE AGORA!

Procure sempre a iluminação interior!

MUITA PAZ PARA TODOS

CONSTRUINDO PONTES

27 de maio de 2007

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de silêncio.

Numa manhã o irmão mais velho ouviu baterem a sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho, na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use-a para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me aonde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do rio.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: – Você foi atrevido construindo esta ponte depois de tudo o que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam por aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.

- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…

MORAL DA HISTÓRIA

Para viver bem é preciso perdoar, é preciso entender as diferenças existentes no próximo e aceitá-lo como ele é. É preciso antes de tudo ter humildade para compreender que em pelo menos 90% das ocasiões o erro está em nós mesmos…..

MUITA PAZ PARA TODOS

AS TRÊS PENEIRAS

30 de abril de 2007

Olavo foi transferido de setor. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:

Chefe o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele…

Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, aparteou:

Espere um pouco Olavo, o que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

Peneiras? Que peneiras, chefe?

A primeira Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza que este fato é absolutamente verdadeiro?

Não, não tenho não. Como posso saber ? O que sei foi o que me contaram… Mas eu acho que…

E, novamente Olavo é interrompido pelo chefe.

Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito ?

Claro que não! Deus me livre, chefe! – diz Olavo assustado.

Então – continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo adiante?

Não, chefe. Passando pelo crivo destas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – falou Olavo surpreendido…

MORAL DA HISTÓRIA

Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? Se surgir um boato por aí, submeta-se ao crivo dessas três peneiras: Verdade, Bondade, Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante, porque:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

MUITA PAZ PARA TODOS