ETIMOLOGICAMENTE CAUCAIA

19 de junho de 2009

Você sabe de onde vem os nomes que batizam os bairros, distritos e localidades de nossa cidade Caucaia? Após alguns anos de pesquisas incessantes e intensas, pude descobrir a grande maioria deles. E aqui vai de lambuja para você ”A ORIGEM DOS BAIRROS DE CAUCAIA”!

Açude – Como o nome já diz, bastante sucinto, conhecido “Bairro do Açude”. Isso demonstra a importância daquele recurso hídrico para a comunidade. Açude com todas as suas historias e lendas, como a que eu ouvia em meus tenros anos de criança, de que uma cacimba se encontrava no meio deste, sugando incautos que se aventuravam em suas águas.

Alto do Bode – Porque este nome? Segundo moradores locais, porque lá antes das residências havia um monte, meio alto, o qual todas as tardes era visto um bode passeando por aquela highland caucaiense. Do alto não se tem mais noticias, muito menos do bode.

Jardim do Amor – Neste lugar, com apenas dois quarteirões, encravado entre o Capuan e o Genipabu, é onde mora o amor. Todas as pessoas são felizes e todos se amam, como se fosse uma espécie de Éden caucaiense. Infelizmente, o jardim foi arrastado pela recente enchente que desabou sobre o lugar, mas o amor, ah! o amor, este permanecesse firme e forte no coração dos habitantes desse lugar.

Arianópoles – Uma pequena localidade perto do balão do Nova Metrópole. No começo da década de 90, Ariano era um rapaz solteiro que estava desiludido com a vida amorosa. Fora traído algumas vezes pela noiva, a qual julgava casta, mas disso ela passava ao longe. Ariano, desolado e decepcionado com a humanidade e natureza ruim de certas mulheres, resolveu viver solitariamente, como um ermitão das Arábias, mas como não tinha dinheiro para ir tão longe, se refugiou naquele recanto então bucólico. Quando outras pessoas começaram a chegar, se sentiu desconfortável com a nova vizinhança e partiu para nunca mais voltar. Então, como forma de homenageá-lo, os habitantes passaram a chamar o lugar de Arianópoles, que em grego significa “Cidade de Ariano.” Uma justa homenagem.

Barra do Cauípe – O rio Cauípe dá nome ao lugar. Mas de onde vem o pronome “Barra”? Se explica: por volta dos anos 60, existia uma gangue de malfeitores que perambulava por quase toda a Caucaia, gangue chamada de “Os Imundos”. Certa dia, num belo domingo de sol, alguns integrantes daquela gangue queriam tomar um banho no Rio Cauípe, mas os outros parceiros os informaram que não podiam fazer isso, porque lá estava “uma barra”. Onde eles iam criavam confusão, por isso estavam receosos de irem em vários lugares, pois muitos eram “barra pesada”. Um deles então perguntou:

- Por que não podemos tomar banho hoje no Rio Cauípe?

- Porque lá está uma barra – respondeu o outro.

- Que barra?

- A barra do Cauípe, porra! Aquela putaria que a gente fez uma vez lá, lembra?

- Ah, sim! Lembro. É, então a gente não vai, por causa da barra do Cauípe.

E assim, eles nunca mais pisaram lá, mas o nome pegou: Barra do Cauípe.

Barra Nova – (Vide Barra do Cauípe). Mesmo caso da Barra do Cauípe, mas devido ser um caso recente, a gangue então apelidou aquele aprazível lugar entre o Icaraí e o Bom Jesus de “Barra Nova”.

Bebedouro – Entre o Garrote e o Pecém, Bebedouro é um pequeno lugar que abriga a Lagoa da Tanupaba. Viajantes iam a pé para o Pecém e nesta altura da estrada, estavam exaustos. Paravam naquela localidade onde residia uma bondosa senhora por nome de Mariana Mota, a qual sempre dava de beber aos passantes. Então, os viajantes que seguiam pela estrada diziam: “Vamos logo, não desanime, logo ali há um bebedouro!”. Por isso, o nome do lugar ficou como “Bebedouro”.

Lagoa do Bolso – Lugar na divisa entre Caucaia e Pecém (distrito de São Gonçalo do Amarante), é a menor lagoa do mundo, reconhecida pelo Guiness Book. É tão pequena que é proibido tomar banho com roupas lá, porque há o temor de que a água da lagoa seja sugada pelas vestes. No começo dos anos 90, a lagoa era particular e seu antigo proprietário, chamado José Augusto, costumava se exibir nos bares da região dizendo-se possuidor de muito dinheiro e sempre completava suas frases com “eu tenho até uma lagoa”. Os outros, para não passarem por baixo, sempre respondiam jocosamente: “Mas seu Zé, a sua lagoa cabe num bolso.” Por isso, aquela região hoje é conhecida por Lagoa do Bolso, aquela que cabe num bolso.

UMA BOA CIDADE

10 de dezembro de 2007

Vejo a Matriz toda iluminada. Acho tão bonito. Sinto que esta é uma cidade feliz, sem grandes tragédias ou traumas em seu passado. Ainda mantemos a tradição de irmos à missa aos domingos, de brincarmos nas festas de nossa padroeira e de visitar nossos amigos de vez em quando. Por morar em Caucaia, sei onde moram meus amigos e posso ir até à pé para suas casas.

Olho a Matriz, encantado. Vejo que não mudou nada. Sinto uma felicidade dentro de mim, uma felicidade íntima por seu caucaiense, por morar em uma cidade em que pessoas em conhecem e sei onde fica tudo. Eu moro nesta cidade, e esta cidade mora em mim.

UMA LEMBRANÇA QUE SE VAI

Visitei a Praia do Icaraí e fiquei surpreso com a velocidade que o mar engole as barracas. Sinto uma nostalgia dentro de mim ao ver a barraca onde passei parte de minha adolescência sendo engolida aos poucos pelo mesmo mar que me acolheu tantas vezes. Domingo fui até lá. Restam apenas algumas mesas ou cadeiras, nada que ultrapasse uma dúzia. Bebi cerveja olhando para o mar agitado bem debaixo de meus pés. Vi destroços em madeira e concreto, a quadra já quase toda derrubada pelas águas salgadas. Se aquilo dói em mim? Claro que dói. É um lugar que vai embora. Imagine se o colégio onde você estudou fosse demolido. Seriam lembranças que iriam embora, restando apenas relatos e fotografias. Mas a natureza é assim mesmo: sempre o grande vence o pequeno, e quem (fora Ele) pode mais que o mar?

O QUE MATA É O ÔNIBUS

Quando trabalhava em Fortaleza, tinha que pegar dois ônibus bem cedinho e para voltar, já de noite, os mesmos dois ônibus. Pensei: se meu trabalho fosse na esquina, teria prazer em esempenha-lo, mas por causa dos ônibus ficava muito chato e cansativo. Hoje trabalho em minha própria cidade, a cidade que eu amo de paixão, e não mais me canso, sendo o meu trabalho uma diversão para mim. Fortaleza é um sacrifico. Se você puder, trabalhe aqui mesmo em Caucaia. Você sentirá a diferença em qualidade de vida.

FIM-DE-SEMANA AGORA É ISSO

Fim-de-semana foi feito realmente para se recarregar as baterias. Vejo os mais jovens dançando no sábado à noite a noite toda e repetindo no domingo até de madrugada. Fico me perguntando como se levantam na segunda-feira e me lembro que eu mesmo, há alguns anos, já fui assim também. A resposta é simples: os adolescentes apenas estudam (os que estudam!) e não se cansam facilmente, pois cada festa é uma surpresa e um prazer estar com os amigos. Como se cansar de prazer? Nunca.

Depois que envelhecemos, nos tornamos adultos e assumimos responsabilidades que antes eram apenas de nossos pais. Assim, perdi o interesse por festas, porque não arrumaria prazer, apenas confusão se fosse dar em cima de alguma garota (efeito colateral do casamento)

Ao invés de festas, o domingo se torna um dia de descanso, com os pés na areia fria e molhada da praia acompanhado de umas bolinhas de peixe.

UMA PROPOSTA DE OUTRO PLANETA

27 de julho de 2007

“No fim tudo dá certo; se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.”
(João do Serrote)

UMA PROPOSTA DE OUTRO PLANETA

A gente pensa cada coisa. Uma vez eu fiquei pensando: e se de repente eu estivesse numa estrada deserta e aparecesse uma nave espacial com extraterrestres dentro e eles me dissessem:
“-Venha conosco. Em nosso planeta você viverá mais 100 anos e ainda terá tudo do bom e do melhor. Você terá um modo de vida que somente os muito ricos no seu planeta podem ter. Será uma experiência magnífica! Mas você tem que vir agora e não pode avisar a ninguém.”

Eu fico pensando: viver mais 100 anos é bem legal e ter um modo de vida de ricaço é melhor ainda, mas a grande dúvida e angústia é: não poder avisar ninguém. Se de repente eu aceitasse a proposta minha família passaria por aquela via-crúcis conhecida: delegacias, hospitais e IML à minha procura. Muito choro e desespero. Acho que não aceitaria a proposta só por causa disso. Seria muito triste.

A maioria das pessoas com que conversei sobre este assunto me disse que iria, mas só se fosse possível avisar à família. Por aí, percebo que o apego à família não é muito grande. Grande é a preocupação de fazê-los sofrer com o súbito desaparecimento e falta de notícias. Ruim não é o distanciamento. Ruim mesmo é ser dado como “Desaparecido”. E olha que no Brasil somem mais de 50 pessoas por dia segundo dados do próprio governo. Para onde vai essa gente?
UMA EXPERIÊNCIA REAL

Uma vez, lá pelos idos de 2002, eu estava na praia entre Icaraí e Tabuba por volta de duas horas da madrugada com uns amigos. De repente vimos uma luz rodeando a lua. Um pontinho branco, muito cintilante. Rodeava e rodeava. Ficamos espantados quando subitamente a luzinha desapareceu na imensidão do universo.

Outra vez estava na estrada que liga Caucaia à Catuana também por volta de duas horas da madrugada quando parei para fazer xixi à beira da estrada. Ao me aproximar de alguns matos que nascem no acostamento, avistei uma luz vermelha à mais ou menos 1 quilômetro de distância por entre a vegetação. A luz foi e voltou muito rápido de um ponto à outro da estrada, o que me fez crer que ela estava a aproximadamente uns 1.000km/h! Quando a luz se estabilizou, refez o mesmo trajeto anterior: Foi e voltou de um ponto à outro por trás do matagal. Foi o suficiente para eu sair dali em ponto de bala e com muito medo, apesar de não ter acontecido nada comigo. Mas aquela foi uma experiência que jamais irei esquecer, já que é algo que acho difícil que aconteça novamente.

UM AMOR ESCONDIDO

Um amor escondido é um amor que não pode ser revelado devido às circunstâncias contrárias à este amor. Mas porque existe oposição ao amor? Por que este tal amor poder ser proibido? Isso acontece devido à alguns fatores, tais como: quando a garota amada/rapaz amado é casada(o) ou comprometida(o); quando o relacionamento é contrário aos interesses da família em razão da classe social ou intelectual da outra pessoa; quando o medo de preconceito existe (devido à diferença de idade ou aparências discrepantes) etc.
O amor escondido é uma das coisas mais tristes que podem acontecer à um jovem, pois tira as energias do jovem e o consome por dentro.

QUANDO FIZ UM PARTO DENTRO DE UM CARRO

Em meados de 2002, eu estava dirigindo quando tive de levar uma colega minha imediatamente à um hospital. Ela estava grávida e já estava tendo contrações muito fortes. A bolsa havia estourado derramando líquido amniótico por todo o banco traseiro. Como era madrugada, e eu estava entre o nada e o lugar nenhum (estrada que liga Catuana à sede de Caucaia) resolvi parar o carro e tentar fazer o parto pois a moça não iria agüentar sozinha aquela situação tão inusitada e extrema. Encostei o carro e desliguei o motor.

DESENROLANDO A SITUAÇÃO

Desliguei as luzes para não atrair ladrões e tirei a roupa da garota. No meio das dores das contrações, ela nem ficou constrangida, não dava tempo para essas besteiras. Tirei sua bermuda, baixei sua calcinha e abri suas pernas. Logo vi a vagina bastante dilatada. As dores aumentavam e seus gritos também. Coloquei um pano na boca dela para que os gritos não atraíssem gente estranha e perigosa. Seus gritos agora eram abafados. As contrações aumentavam. De hora em hora; a cada meia hora; agora era de dois em dois minutos até que ficaram constantes e insuportáveis.

Mandei-a fazer força, muita força, como se fosse pela última vez na vida e fiquei apenas esperando pela saída da criança. Coloquei minhas mãos logo abaixo de sua vagina úmida e aberta. Esperei durante apenas uns 03 minutos até que vi a cabeça da criança. Segurei a cabeça e fiz um leve movimento. Imaginei: “Não vou fazer força na barriga da mãe porque a natureza faz isso há anos e vem dando certo. Vou apenas segurar o bebê.” O corpo desceu com tudo e parou em minhas mãos.

O PÓS-PARTO

Limpei o rosto do bebê, a boquinha, os ouvidos, o nariz e então ele começou a chorar. Um chorinho fino e contido, apesar de estridente. Fui puxando o cordão umbilical até o fim da barriga. Não cortei o umbigo da criança. Achei melhor prosseguir viagem até o hospital e deixar isso para um médico especializado. Mesmo que quisesse, não tinha nada cortante no carro para eu fazer aquilo. Foi muito emocionante trazer uma criança à vida. Melhor ainda foi saber que a natureza nem precisa de ajuda para isso.

UM PROGRAMA DE TV

15 de maio de 2007

Estive assistindo esta semana ao programa “Contemporâneo” na GNT, apresentado por um tal Christiano Cochrane e me deparei com ridículos ensinamentos e mandamentos. O tal do programa ensina os homens a se comportarem no mundo de hoje. Eu discordo totalmente dos ensinamentos e sinceramente achei aquilo parte de uma conspiração da mídia para formar cada vez mais homossexuais. Vou agora comparar minha opinião pessoal com os ditos do programa.

OS ENSINAMENTOS DA TV
MINHA OPINIÃO
O homem contemporâneo na hora de tratar com a mulher não deve ficar cheio de joguinhos, fazendo frases de efeito.
Nossa Senhora, quem escreveu este absurdo? Que mulher resiste a um “Você caiu do céu”?
Se usar barba, ele deve cortá-la com um acabamento em dégradé.
O que diabo é “dégradé”? Coisa de bicha enrustida
Jamais deve responder às perguntas da namorada com aquele clássico “hãm”, de quem ganha tempo para encontrar uma saída.
Este “ensinamento” me deixa em dúvida: o programa foi criado para ajudar os homens ou as mulheres?

O homem contemporâneo tem que ser sensível e se assumir do jeito que é.
Se assumir? O que é isso? Parece artigo de auto-ajuda para gays criarem coragem de se assumir!
Tem que ser carinhoso sem ser piegas.
Tem que ser carinhoso quando der vontade.
No carro, deve ouvir Chico Science e D2.
Então completa logo com o CD da Malhação pra ficar mais parecido com um adolescente.
Se tiver moto, preferir as Harley Davidson, um modelo tradicional com os requisitos da máquina moderna.

Ele fala “preferir uma Harley Davidson” como se fosse só chegar na loja e comprar sem precisar pagar pela criança.
Na balada, jamais puxar a gata pelo braço.
E puxa por onde? Pelo pescoço? Pelas pernas?
Conversar muito.
Transar muito e conversar com os amigos.
Se ela comprar ingresso para o balé na hora que vai passar aquele jogão, o macho-moderno deve relaxar e gravar o jogão para ver depois.

E porque a mulher-moderna não poderia ter avisado ao homem-moderno que iria comprar ingressos justo para aquele dia? Será que só os programas dela é que valem?

CONCLUSÃO
Fico pensando: a emissora diz que este programa é para homens, mas as mulheres é que gostariam destes “ensinamentos”. Quer dizer que pela lógica nós homens devemos assistir à programas de mulheres que ensinem a tratar bem aos homens?

CUIDADO COM MENSAGENS SUBLIMINARES CONTRA SUA MASCULINIDADE
Este tipo de programa e a recente onda “metrosexual”, amparados por celebridades como David Beckham estão tentando tirar sua masculinidade e fazer com que os hetero se aproximem cada vez mais dos homossexuais. Eles estimulam você a usar brinco (o começo de tudo), piercings, ensinam a ser delicado, a tingir o cabelo, a fazer as sobrancelhas e unhas, a usar maquiagem e cirurgias plásticas. A TV e a mídia em geral te ensinam agora que o casamento gay é a coisa mais linda e moderna do mundo. Insistem que isto é modernidade, é progresso. Não acho. Acho que simplesmente estão confundindo liberdade com libertinagem. Fica à seu critério: você cai nessa se quiser. Mas lembre-se: não faça coisas agora que você irá se arrepender no futuro. Homem nasceu para ser macho e pronto, o resto é frescura.

ASSOMBROS DE UMA CASA MAL-ASSOMBRADA

15 de abril de 2007

Será que existe mesmo essa coisa de casa mal-assombrada? Coisas bastante estranhas acontecem em minha casa, mas ainda assim, não fico temeroso. Mas que são estranhas, isso são.

A TENTATIVA DE SINAL DO ALÉM
Certa noite estava minha mulher e eu dormindo em nosso quarto (moramos só nós dois). Antes de dormir, nós estávamos na sala e deixamos a rede armada, ao lado do quarto. De repente, ouvimos o armador ranger, e era impossível o vento fazer aquilo porque naquela noite o vento não estava balançando nem algodão. Ficamos amedrontados, mas o pior ainda estava por vir: Escutamos passos na escada e de repente ouvimos um tombo como se alguém tivesse tropeçado na rede e caído ao chão. Com tudo isso, fiquei realmente com muito medo e resolvi ligar para a polícia. Com menos de 05 minutos, ouvi um sinal sonoro na porta da casa e percebi que era a viatura policial. Fiquei com cara de tacho diante do soldado, pois não havia nada de errado com as portas nem com a casa. Olhei para cima e vi que as roupas molhadas continuavam na varanda da casa. Tudo normal. Mais corajoso e tranqüilo, resolvi deixar aquilo para trás e dormir.

A SURPRESA PELA MANHÃ
Pela manhã, já havia até esquecido o mico que eu pagara de madrugada diante do policial. Acho que ele pensou que eu estava drogado. Mas tudo bem. Ao sair da cama, fui para o banheiro lavar o rosto e minha mulher resolveu abrir o guarda-roupa. Ela me chamou com um grito misto de surpresa e desespero. Qual não foi o meu espanto quando vi aquela cena: todas as roupas que estavam para secar na varanda estavam dentro do guarda-roupa! Como se alguém tivesse pegado todas de uma só vez e jogado de qualquer maneira para dentro! Minha esposa logo tentou ligar aquele acontecimento esquisito com outro fato que estava acontecendo naquele dia: era aniversário de morte do pai dela, que falecera exatamente 10 anos atrás. É incrível: se fosse gente, teria que ter aberto quatro portas sem fazer nenhum barulho: a porta da frente da casa, a do meio, a da varanda para pegar as roupas e a do quarto para colocá-las no guarda-roupa. Mas nada disso aconteceu. Nenhum sinal, nada. Não há explicações para o que ocorreu naquela noite.

OUTROS SINAIS
Outras coisas ainda hoje acontecem, mas nada que se equivalha aquele caso das roupas. São coisas simples, mas esquisitas. Vejamos: às vezes, um cinzeiro, ou qualquer bibelô (daqueles que enchem de poeira e ninguém tira do lugar) aparecem em um lugar que não eram para estar, como a cozinha ou até mesmo o banheiro. Outra vez a luz do banheiro estava com uma gosma grudada nela, e quando cheirei aquilo vi que era café derretido. Mas por quê? Outras duas coisas que aconteceram: pela manhã de um dia qualquer, encontramos restos de vela pelo chão da cozinha, como se alguém houvesse acendido cinco ou mais velas todas juntas ao mesmo tempo e deixado-as queimar até o fim, mas sem o pavio. Mais recentemente aconteceu na garagem: uma mancha de sangue apareceu. A casa estava fechada e o sangue ainda estava fresco, ou seja, era recente. Tudo isso é muito estranho.

A PSEUDO EXPLICAÇÃO
Conversei com alguns vizinhos mais antigos para saber qual era a história daquela casa, ou pelo menos da casa que existia antes de ser minha, pois a casa anterior foi demolida para que eu pudesse mandar construir a minha. Eles, os vizinhos, me disseram que anteriormente de minha casa, naquele mesmo local, morava uma senhora com suas três filhas. Essa senhora era adepta de rituais de magia negra e sua morte foi trágica: ela se jogou embaixo do trem aqui mesmo em Caucaia. Será que isso é uma explicação?

Ao menos de algo estou certo: gosto de morar naquela casa, e para eu me dar o trabalho de se mudar tem que acontecer coisas realmente graves, que espero, jamais aconteçam.

E você, já aconteceu algo assim na sua casa ou em outra qualquer que você saiba?

MESTRE JOÃO DO SERROTE ENSINA A SER FIRME COMO UMA ROCHA

26 de fevereiro de 2007

“Só existem três tipos de pessoas: os que fazem que as coisas aconteçam, os que assistem às coisas aconteceram e os que perguntam o que foi que aconteceu.”

MESTRE JOÃO DO SERROTE ENSINA A SER FIRME COMO UMA ROCHA

- Quem é o melhor no uso da espada?, perguntou o discípulo ao mestre João do Serrote, no antigo Centro de Treinamento Ninja, secretamente localizado no Sítios Novos.

- Vá até o campo perto do templo – disse mestre João. – Ali existe uma rocha. Insulte-a.

- Por que devo fazer isso, mestre João? A rocha jamais me responderá de volta!

- Então, ataque-a com sua espada!

- Tampouco farei isso, mestre João! Minha espada se quebrará. E se atacá-la com minhas mãos, ferirei meus dedos sem conseguir nada. Mas minha pergunta era outra: quem é o melhor no uso da espada?

E mestre João do Serrote respondeu com toda a sabedoria que os seus 114 anos lhe proporcionavam:

- O melhor é o que se parece com a rocha. Sem desembainhar a lâmina, sem precisar agredir o agressor, consegue mostrar que ninguém poderá vencê-la.

MESTRE JOÃO DO SERROTE ENSINA A PAGAR PELO INSULTO

24 de janeiro de 2007

“Faça o bem: se o Céu existir, é para lá que você irá; se não existir, ao menos você não terá perdido nada.”

MESTRE JOÃO DO SERROTE ENSINA A PAGAR PELO INSULTO

João do Serrote, o maior mestre que já existiu sobre a face do Ceará, foi procurado por um jovem no mosteiro de Sítios Novos que queria seguir o caminho espiritual.

- Procuro agir da melhor maneira possível, mas tenho dificuldades em perdoar meus inimigos.

- Pelo período de um ano, pague uma moeda a quem lhe agredir – disse o João.

- Preciso perdoá-lo também?

- Não. Apenas gratifique a quem o ofende.

Durante 12 meses, o rapaz pagava uma moeda sempre que era agredido. No final do ano, voltou ao mestre João, para saber o próximo passo.

- Vá até a cidade comprar comida para mim.

Assim que o rapaz saiu, mestre João se disfarçou de mendigo e, tomando um atalho que conhecia, foi até o mercado. Quando o jovem se aproximou, começou a insultá-lo.

- Não adianta, não vai conseguir nada de mim! – disse o rapaz dando gargalhadas. – Durante um ano inteiro tive que pagar a todos que me agrediam, e a partir de hoje posso ser agredido de graça, sem gastar nada!

Ouvindo isto, mestre João do Serrote retirou o disfarce.

- Você está pronto para seguir o caminho espiritual, porque consegue rir das ofensas.

ESSE IMPORTANTE SENTIDO: O TATO

7 de janeiro de 2007

O corpo humano tem mesmo 5 sentidos, como todos pensam, mas o ser humano é possuidor de 8 sentidos, ou melhor, usuário desses 8 sentidos. O primeiro sentido é o tato, pois é o primeiro a ser ativado no ato do nascimento.

Com este sentido nós sentimos o que tocamos, e medimos a temperatura de objetos, se tal objeto está quente ou frio, se é maleável ou não, poroso ou não. Um grande prazer pode emanar do tato. Este sentido primordial é o responsável pelos maiores prazeres que um ser pode sentir.

O prazer absoluto de um corpo: o gozo. Este prazer que advém da relação sexual é o maior de todos e o tato é seu capitão-mor. Na relação sexual, o tato pode mostrar todo o seu poder, com a sensação que vem de baixo, da região pélvica, e percorre todo o corpo, fazendo com que este pareça algo divino, quase que um espírito em pleno paraíso. Algo como uma corrente elétrica transpassa o ser, fazendo com que sua carne mortal se subleve e nos dá a sensação extrema de sermos uma alma saindo – mesmo que por poucos segundos – desse recipiente impuro e imperfeito. Em um namorico em estado mais ou menos adiantado o tato pode ser ativado causando grandes sensações.

As mãos percorrem o corpo da garotinha fazendo com que ela pressinta – essa é a palavra certa – algo melhor que ela poderá ou não fazer uso naquela noite. Para o agente causador – geralmente o homem – é uma imensa conquista conseguir tocar o seio da companheira. Aquela sensação de que finalmente alcançamos o nosso objetivo – mesmo que uma pequena parte dele – é proporcionada pelo excelente sentido do tato. Não sei como isso se dá com pessoas que têm as mãos grossas, pois sempre mantive minhas mãos finas para poder fazer bom uso deste sentido e tentar usá-lo em sua maravilhosa plenitude. Creio eu que não deve ser a mesma coisa, tendo uma diferença que varia de 20% a 40% da perda da sensação. É incrível e até mesmo perturbador constatar que o tato, mesmo sendo um grande agente causador de maravilhosas sensações, não nos proporciona lembranças ávidas e nítidas. É bom frisar: lembrança não, mas revivência daquilo que foi vivido, sim. Um exemplo: não posso sentir a pele de minha primeira namorada.

Não posso sentir sua pele, apenas me lembrar dela, ao contrário do paladar, onde eu posso quase que sentir o gosto do beijo. mas na revivência, o tato é o máximo. Passados quatro anos, minha ex-namorada retorna de viagem, a qual eu ainda nutria uma benquerença, pelas sensações que ela me proporcionou. Quando ela me estendeu a mão, meu primeiro gesto foi olhar aquela mão, como para me certificar de que ainda era mesma mão que andava com os dedos cruzados na minha há tempos atrás. Revi as mesmas linhas (tudo isso em um segundo – onde podemos já prever o poder de memória da visão) e daí, pude toa-la. Mas ao toca-la, a vontade é de não larga-la jamais. O tato é incrível ainda por isso: ao me lembrar de algo, ocorre apenas isso, a lembrança. Mas ao tocar em uma mão, ou objeto, ou coisa que o valha, novamente, vem aquela mágica e fantástica sensação de sentir (mesmo que isso seja impossível) o que foi vivido, novamente.

Ao tocar aquela mão novamente, é como se por um instante – um breve segundo que seja – ela fosse minha de novo, me dá a idéia – mesmo que ainda dentro do breve segundo de tempo – de que ela irá cruzar seus dedos novamente nos meus e sairmos de mãos dadas pelas ruas afora. Acho que isso é causado por uma simples razão: alguém que está longe ou mesmo alguém que já tenha partido para o outro plano espiritual, pode estar presente em minha visão por meio de um videotape gravado ou mesmo em modernos recursos de videoconferência ao vivo. Posso ainda ouvir sua voz nesses mesmos meios ou ainda por uso de um simples e comum telefone público. Seu cheiro, o mesmo perfume pode aliviar a dor. Mas tocá-la outra vez, isso jamais.

“A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir.”

13 de dezembro de 2006

AQUELES QUE SE FORAM…

Quero neste artigo homenagear todos os nossos amigos que partiram neste ano de 2006. Lembro-me muito bem de Lukinha, nosso parceiro que dedicava toda a sua vida ao time do Ceará Sporting Club, um apaixonado por futebol e pelo seu time, como muitos outros que existem por este Brasil.

QUANDO FOMOS PARA SOBRAL

O ano era 2004. O jogo era Ceará Sporting Club contra a Sociedade Esportiva Palmeiras. O placar foi 1X1, mas o placar era o que menos importava. A festa era a principal razão de nossa ida ao estádio. Viajamos Lukinha, Francenilton, eu e vários outros componentes da torcida cearense. Lukinha mostrava-se muito ansioso, queria chegar logo em Sobral.

MARCAS DO DESTINO

Ao chegarmos na cidade, Lukinha e nós saímos pelas ruas de Sobral para conhecermos a cidade, pois chegamos uma hora antes do jogo e os ingressos já estavam garantidos. Lá, encontramos uma turma de sobralenses batendo bola num campinho de bairro, próximo ao estádio. Lembro-me como se fora ontem: Lukinha interrompeu o jogo, e cheio de moral, pediu para bater um pênalti. Vestido de Ceará dos pés à cabeça, cobrou a penalidade e pisou na bola, levando uma queda daquelas de “Vídeo Cassetada”. Todos nós rimos. Ele se chegou até nós e disse “Ei pessoal, pára de rir porque senão a gente vai ficar sem moral.” Mais engraçado, impossível.

VOLTANDO PARA CASA

Os ônibus nos deixaram (Lukinha, eu, Francenilton e mais uns dois caras) no trevo do Nova Metrópole para irmos à pé para casa. Imagine aí: 03:00h da madrugada, chovendo, e nós andando toda aquela Avenida Integração até chegarmos à Nova Cigana. Lukinha nem se importava. O mais importante ele já tinha feito: ver o Ceará jogando.

NA CASA DE LUKINHA

Ao chegarmos na Nova Cigana, todos forma para suas casas. Eu disse: “Ei, Lukinha, eu vou ter que dormir na tua casa. A mãe pensa que eu fui pra casa de um amigo meu e não posso chegar uma hora dessas lá nem ficar na rua.” Ele respondeu: “Esquenta não, parceiro. Dorme lá em casa.” Chegando lá, fiquei meio tímido e queria dormir na área. Ele me chamou e disse: “Ei, Braguinha, vem dormir aqui no quarto, cara. Vou armar uma rede pra tu.” Entrei e dormi na rede. Pela manhã, recusei o café da manhã e fui pra casa.

A LEMBRANÇA

Sempre me recordo de Lukinha na praça da matriz, todos os domingos. Sempre falando de futebol. Um cara que nos deixou tão prematuramente, devido ao alcoolismo, que o metia em várias confusões. Quem o conheceu, jamais o esquecerá.

A REVELAÇÃO DE QUE EU ERA UM MÉDIUM

1 de novembro de 2006

INTRODUÇÃO DA COLUNA

Quando assumi o compromisso de escrever esta coluna, falei para meu patrão forte: “Tenha a certeza de que sempre escreverei coisas que chamem a atenção da audiência.” Assim, resolvi assumir o desafio e publicar o depoimento de meu tio, Ogum Skywalker (codinome das trevas) que enviou-me seu relato exclusivo, que não pode ser encontrado em nenhum jornal do Brasil ou do mundo. Agradeço ao meu tio pela preferência e tenho a certeza de que esta série de colunas atiçará a curiosidade de todos. Para todos que não conhecem meu tio, basta afirmar que hoje ele está recolhido em um lugar secreto do Nordeste brasileiro e que conhece tudo sobre Maçonaria, Espiritismo, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Taromancia, Cartomancia, Magia Negra e VooDoo. As negociações não foram fáceis. Tive de gastar muito dinheiro com telefonemas para um número desconhecido – creio eu que da região de Alagoas – para que meu tio atendesse-me e concedesse-me seu relato completo. Expliquei a ele que eu estava escrevendo uma Coluna para um site de minha cidade – essa que você está lendo agora – e que precisava de algo impactante para meus leitores, e eu sabia que a vida de meu tio era por demais interessante. Depois de 03 meses de negociações, quando eu já estava quase desistindo, recebo uma ligação em plena madrugada em meu celular, oriunda de uma chamada confidencial:
- Braguinha, vou lhe dar o relato, mas para que sirva de exemplo para seus leitores de que o lado sombrio da força não nos leva à nada.

A REVELAÇÃO DE QUE EU ERA UM MÉDIUM

“Aos 8 anos de idade, descobri em mim uma mediunidade. Foi em uma noite clara, onde as estrelas brilhavam. Eu já estava dormindo quando senti uma mão em minhas costas. Fiquei apavorado, pois a mão em minhas costas parecia ser muito real, como se uma pessoa estivesse realmente me tocando. Logo, pensei: “Se alguém ou qualquer outro ser, estiver tentando contato comigo, que chova agora.” Então, surpreendentemente, começou uma chuva. Mas não dessas chuvas que começam fininhas e vão engrossando, não. A noite estava clara, e de repente, começou uma chuva forte. Ainda assim, não acreditei que estava diante de uma entidade, e pensei: “Se este mesmo ser que fez chover ainda estiver aqui presente, me olhando e me ouvindo, que a chuva cesse, AGORA!” então, a chuva cessou do mesmo jeito quando a gente fecha um chuveiro. De supetão. Daquele dia em diante, percebi meu destino como “Skywalker.”

QUANDO ENTREI NA MAÇONARIA

Logo após este incidente, um tio meu, que já pertencia à Ordem Milenar dos Maçons me convidou para ser meu “padrinho”. Para quem não conhece, a Maçonaria é uma Sociedade Secreta que se reúne periodicamente. Os maçons são conhecidos por sua rápida ascensão social. Um maçom geralmente entra com pouco dinheiro na Sociedade, e meses depois, passa a ter um patrimônio invejável. A estória que contam – e que eles preferem que seja a “verdade” acreditada pelo povo – é de que os maçons se ajudam mutuamente, de que um ajuda o outro. O mais rico ajuda ao mais pobre. Mas não é assim, não. Um maçom se torna rico por motivos bem diversos.
A INICIAÇÃO

As etapas na maçonaria são divididas em “graus”. Quanto mais experiente nas artes maçônicas é o aprendiz, mais graus ele galga. No começo, os maçons me davam a Bíblia Sagrada para eu ler e nos reuníamos – todos jovens maçons, recém incorporados na Ordem – com um maçom de 29º grau. Era-nos orientado chamá-lo de “Venerável.” Se o aprendiz se mostrar alguém interessado em seguir os passos de seu Venerável, ele pode galgar os graus rapidamente. Enquanto existiam senhores em minha Ordem com mais de 30 anos de maçonaria que não haviam ainda passado pelo 20º grau, os maçons, ao perceberem minha mediunidade, fizeram galgar-me os graus rapidamente, na velocidade de um por mês.
O 30º GRAU NA MAÇONARIA: A REVELAÇÃO SATÂNICA

Após 03 anos na Ordem Maçônica do Amazonas (pois na época morava em Rainha da Rocha, uma cidade-satélite de Manaus), fui convidado pelo meu Venerável, o Dr. Humberto Alves, para ingressar no mais alto grau da maçonaria: o 30º grau. Neste último grau, nem as esposas podiam entrar. As reuniões do 30º grau eram numa sala secreta da Grande Loja Maçônica em Manaus, no subsolo. Ao adentrar pela primeira vez naquela sala, os Veneráveis se reuniram em redor de mim, no número de 07 Veneráveis e me perguntaram:
- Queres mesmo seguir a Ordem até o fim?
- Aceito.
- À partir deste passo, não haverá mais volta.
- Aceito.
Então, os Veneráveis me deram um contrato onde eu me comprometia a jamais revelar o Grande Segredo deles: um pacto satânico! A sala encontrava-se à meia luz, num tom sombrio. Eram algo em torno de 23:40h. Essas reuniões têm por obrigação que aconteçam sempre na última sexta-feira de cada mês, onde todo maçom deve vestir-se de branco dos pés à cabeça. Assim manda o estatuto escrito pelo próprio Satanás. É por quebrar este contrato que hoje respondo processo cível na 34ª Vara de Manaus.
Naquela sala secretíssima, os meus colegas de maçonaria fizeram um ritual que exigiu 04 horas de preparação. Todos eles vestiam uma bata branca, como se fossem ‘padres ao contrário’. Meus colegas se ajoelhavam e o que eu pensava serem orações, eram murmúrios, como se eles estivessem chamando alguma entidade. Ao abrirem uma cortina, eu vi um bode preto, amarrado pelas patas e com um pano em sua boca. Meus ex-colegas retiraram as cordas das patas do bode e a atadura que tapava sua boca. Momentos depois, o bode negro pôs-se de pé e uma voz pela sala redundou fortemente: “Beije-me e adore-me, pois está escrito que todo joelho se dobrará diante de mim!”

O BODE: O PACTO DE SANGUE

Então, me ajoelhei e beijei a testa do bode, que estava muito fedido. O Venerável Dr. Humberto Alves pegou meu braço esquerdo e retirou 15ml do meu sangue numa seringa e o injetou no bode, no pescoço do animal. Logo depois, Dr. Humberto retirou 15ml do sangue do animal e desta feita injetou o sangue do bode em meu braço direito. Estava feito o pacto de sangue dos maçons. Mas eu ainda não estava completamente iniciado. Tive ainda que oferecer a vida e alma do meu primogênito (primeiro filho) para o Príncipe das Trevas, o próprio Lúcifer! É por este motivo que o primeiro filho de um maçom sempre morre de forma trágica, pois o Satanás passa a ter direito sobre a vida daquela pessoa. O primeiro filho de um maçom sempre morre de trágico acidente ou de uma doença degenerativa, o que torna a morte muito mais angustiante.
O ÚLTIMO RITUAL: A RECRUCIFICAÇÃO

O dia já estava perto de amanhecer quando fui chamado para uma sala anexa à Secretísima Sala. Lá, estava um homem loiro, de olhos azuis profundos, de terno e gravata com uma faixa roxa na cintura que eu jamais havia visto antes nem nunca tornei a ver novamente, por isso acredito que estava diante do próprio Lúcifer, materializado em carne humana. Num canto da sala estava um boneco de barba, cabelos longos e de joelhos, representando Jesus Cristo. O homem então ordenou-me com muita autoridade: “Ajoelha-te diante de mim, beija meus pés e mãos.” Então, fiz isso, para depois ele completar: “Vai lá no teu antigo mestre, e faz o que eu fiz com ele há tempos atrás. Vá lá e nega o teu antigo mestre, aquele a quem EU crucifiquei.” Sem nenhum remorso ou cerimônia, fui e cuspi, bati e espanquei o boneco que representava o Cristo Jesus. Dali em diante, eu passava a ser também um Venerável. O 8º do estado do Amazonas e 183º do Brasil.